<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2230840892388961564</id><updated>2011-07-07T20:03:23.706-07:00</updated><title type='text'>Aos que ficam - Mini peça</title><subtitle type='html'>Contato: rodrigo_contrera2@hotmail.com. Tel. 55 11 9132-5225</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aosqueficam.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2230840892388961564/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aosqueficam.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2230840892388961564.post-1427411555986569113</id><published>2009-06-22T16:05:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T14:19:43.577-07:00</updated><title type='text'>Aos que ficam</title><content type='html'>&lt;strong&gt;(Rodrigo Contrera)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Platéia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Disposta ao mesmo nível do palco, ao redor da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Painel:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Painel de 4 algarismos, lado esquerdo do palco. Algarismos iluminados em vermelho. Primeiro item que aparece, iluminado. Apresenta números em diversas ordens crescentes. Exemplo: 1001, 6038, 9005, 1002, 9006, 9007, 4500, 6039, 1003, etc. Os números aparecem a cada 10 ou mais segundos (não seguem padrão muito claro). Os números que aparecem estão no roteiro da peça e continuam a aparecer mesmo após o fim das falas. A leitura dos números não segue posição pré-definida no roteiro. Logo após qualquer número, uma porta se abre ou se ilumina, ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Números:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;2009, 1001, 6038, 2010, 7211, 5432, 9005, 3056, 1002, 9006, 9007, 4500, 6039, 1003, 2011, 2012, 5433, 9008, 1004, 9009, 3057, 7212, 6040, 4501, 2013, 1005, 8632, 2014, 1006, 6041, 5434, 2015, 5435, 9010, 8633, 3058, 4502, 2016, 6042, 3059, 7213, 1007, 1008, 2017, 8634, 4503, 9011, 5436, 5437, 6043, 7214, 7215, 7216, 5438, 4504, 5439, 1009, 2018, 4505, 8635, 9012, 3060, 5440, 6044, 8636, 3061, 4506, 8637, 1010, 2019, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Som/música:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mixagem. Som de feira misturado a música de Anthony Braxton. O som de feira aparece primeiro; a música entra após alguns segundos (20s, mais ou menos). Música: Composition 69M, em Four Compositions (Quartet) 1983. Os acordes do começo da música repetem-se mais duas vezes no seu decorrer. Sempre que isso acontece, as falas/ações páram. O som de feira continua após o fim da música e após as falas/ações dos personagens e desaparece suavemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Personagens/objetos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Homem sem pernas (ou com pernas deformadas ou dobradas) sentado num skate, com o qual ele se movimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem/mulher de pé, com grande seta pendurada no pescoço. O homem/mulher permanece o tempo todo cabisbaixo(a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher-segurança. Em pé no meio do palco. Vestida com roupa similar à de segurança particular (calça marrom, blusa azul escura). Mexe apenas os olhos, perscrutadores. Seu olhar cria constrangimento às personagens que se movem ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem/mulher dormindo, na rua. Com blusa de grandes listras vermelhas sobre branco, calça rústica e pés descalços, o homem/mulher esconde a cabeça na blusa e dorme ou finge que dorme, mostrando respiração ofegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vozes dos personagens/objetos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Falam mas não parece que o fazem. Não há falas indicadas para um ou outro: os atores decoram todos os textos. Quem quiser, os pronuncia. As falam podem ser de um e do mesmo, em seqüência. As falas podem ser repetidas (um e outro). Só não pode haver excesso de repetição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Falas:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- A gente fica.&lt;br /&gt;- Eles passam.&lt;br /&gt;- O tempo passa, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha aquele ali.&lt;br /&gt;- Ele fica.&lt;br /&gt;- Por enquanto, ele fica.&lt;br /&gt;- E ela.&lt;br /&gt;- Ela fica também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois ele vai.&lt;br /&gt;- Ele passa.&lt;br /&gt;- A gente fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizem que quem vai permanece na lembrança.&lt;br /&gt;- Não é bem assim.&lt;br /&gt;- São muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Saiu na tevê que acharam os corpos.&lt;br /&gt;- Eles se foram.&lt;br /&gt;- Mas voltaram.&lt;br /&gt;- Não voltaram. Acharam os corpos, apenas.&lt;br /&gt;- Voltaram.&lt;br /&gt;- Imaginou se não os achassem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente fica.&lt;br /&gt;- Não é nada triste.&lt;br /&gt;- É assim, simplesmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se esborracharam os dois.&lt;br /&gt;- É chato falar assim.&lt;br /&gt;- Foi o que aconteceu.&lt;br /&gt;- Hoje ela sente falta da irmã.&lt;br /&gt;- Eram muito apegadas.&lt;br /&gt;- Foi na Anchieta. (rápido) Logo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- (dramático) Queria ter lhe dado o meu adeus.&lt;br /&gt;- Mas ele se foi sozinho.&lt;br /&gt;- Todo mundo vai sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É triste.&lt;br /&gt;- Não é triste.&lt;br /&gt;- É assim que é.&lt;br /&gt;- Parece triste, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É curioso o que tem de gente que anda apressada por aí.&lt;br /&gt;- Eles passam a toda velocidade.&lt;br /&gt;- Correm contra o tempo.&lt;br /&gt;- É a vida deles, em jogo.&lt;br /&gt;- Um tempo precioso.&lt;br /&gt;- A gente fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O tempo tem outra dimensão para quem fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele se foi.&lt;br /&gt;- Faz tempo.&lt;br /&gt;- Querem ressuscitá-lo o tempo todo.&lt;br /&gt;- Mas ele morreu.&lt;br /&gt;- Nós o matamos.&lt;br /&gt;- Você e eu. Todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo breve)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os humildes se ajoelham à sua passagem.&lt;br /&gt;- Dizem: Graças a Ele.&lt;br /&gt;- É o que dizem.&lt;br /&gt;- Sentem a si mesmos o tempo todo escorregando.&lt;br /&gt;- Realmente o tempo (pausa) escorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vocês ficam.&lt;br /&gt;- Por enquanto vocês ficam.&lt;br /&gt;- A gente, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São muitos, todos.&lt;br /&gt;- Uns aos outros, todos ligados.&lt;br /&gt;- Um se vai, todos ficam sabendo.&lt;br /&gt;- Um fica, diz Graças a Ele.&lt;br /&gt;- Curioso.&lt;br /&gt;- Se Ele se foi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo breve)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele fica, sempre.&lt;br /&gt;- Os outros é que se vão.&lt;br /&gt;- Por isso ele Fica.&lt;br /&gt;- Por mais que queiram dizer que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já a gente, a gente fica. Por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bonita a imagem “castelos de areia”.&lt;br /&gt;- Remete a praia. Ao mar.&lt;br /&gt;- (lento) Os homens constróem castelos de areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo breve)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muitos são necessários para decifrar as mensagens dos sábios.&lt;br /&gt;- Muitos outros os seguem.&lt;br /&gt;- Mas a isto aqui ninguém tem resposta.&lt;br /&gt;- Falam dos que ficam, apenas. Não falam dos que se vão.&lt;br /&gt;- Não falam daquilo que se vai com aqueles que se vão.&lt;br /&gt;- Não falam da dor.&lt;br /&gt;- A dor é indizível.&lt;br /&gt;- (fala sussurrando) Essa foi difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Todo dia é um novo dia.&lt;br /&gt;- Quem pode, aproveita.&lt;br /&gt;- Quem não pode, corre atrás.&lt;br /&gt;- Tem aqueles que ficam no mesmo lugar.&lt;br /&gt;- Como nós.&lt;br /&gt;- A gente sempre fica no mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Houve uma época em que não era assim.&lt;br /&gt;- Houve uma época em que algo acontecia.&lt;br /&gt;- Conosco. Com nossa vida.&lt;br /&gt;- Um dia, tudo parou.&lt;br /&gt;- A gente ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por isso, a gente fica.&lt;br /&gt;- É como se o tempo não passasse.&lt;br /&gt;- Mas ele passa.&lt;br /&gt;- A gente apenas não sofre mais com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo breve)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dói.&lt;br /&gt;- Sim, dói.&lt;br /&gt;- Dói sentir que o tempo não passa.&lt;br /&gt;- Que a gente fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Teve aquelas meninas.&lt;br /&gt;- Lá na Suíça.&lt;br /&gt;- O pai,aquele safado.&lt;br /&gt;- Foi condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Penso comigo: e a vida, agora?&lt;br /&gt;- Há vida depois da m...?&lt;br /&gt;- A vida é questão de ângulo. De que ângulo você está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O mundo entrou em pandemia e ninguém reparou.&lt;br /&gt;- A ficção tornou-se realidade e a vida continuou a mesma.&lt;br /&gt;- O avião se partiu ao meio e todos continuam voando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Imaginou vê-los caindo?&lt;br /&gt;- A eles? A elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje, tudo aparece e desaparece sem deixar vestígios.&lt;br /&gt;- Pois muitos outros se engalfinham por um lugar ao sol.&lt;br /&gt;- Ao sol que fica.&lt;br /&gt;- Por isso tantos ficam. Como a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tempo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente, a gente fica.&lt;br /&gt;- Mas, ao contrário do que diz aquele sábio, a gente não espera.&lt;br /&gt;- Ninguém espera.&lt;br /&gt;- A gente apenas fica.&lt;br /&gt;- Apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens permanecem em cena. Cai a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FIM&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comentários:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="c4400366992196071940"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/09108401082543244885" rel="nofollow"&gt;Penetralia&lt;/a&gt; disse...&lt;br /&gt;Postei o artigo no Usina. Ontem tinha tido três visitas. Será que o Beckett e o Gerald eram amor antigo ou inimigos íntimos? A morte, para vc, não é um dom, né?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="c5464881575396200033"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/09108401082543244885" rel="nofollow"&gt;Penetralia&lt;/a&gt; disse...&lt;br /&gt;Oi, Rodrigo.Vc faz diálogos muito bem. Vou reler e depois opino mais.&lt;br /&gt;Me deu vontade de fazer algo no teatro, escrever tb. Curioso, vi a peça N X W do Gerald e sonhei com uma imagem onde entra Rienzi, do Wagner. Eu raramente sonho. Curioso.&lt;br /&gt;Abs do Lúcio Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;oi contrera&lt;br /&gt;tudo bem ?&lt;br /&gt;eu adoro dar palpite em tudo , adoro "criticar" , criar polêmica pra esticar o assunto , enfim , ganhar tempo se o papo está bom ...&lt;br /&gt;no caso de trabalhos artísticos a coisa é diferente . apesar de gostar muito de ouvir opiniões , eu me aborreço quando um "crítico" não usa argumentos que me convençam ou me induzam ao aprimoramento de um projeto .&lt;br /&gt;li a peça .&lt;br /&gt;'enquanto' artista , li como uma performance . e como performance , pricipalmente visual , parece belo .&lt;br /&gt;pessoalmente estou numa fase mais humorística então como "espectador" comum , me incomodou . os personagens são reais demais . e esses já estão no dia-a-dia de todo mundo,&lt;br /&gt;tudo que eu quero da arte é que me tire desta realidade.&lt;br /&gt;obrigado pela gentileza em enviar.&lt;br /&gt;vamos nos falando ...&lt;br /&gt;abrs e boa sorte com seu projeto&lt;br /&gt;claudio martins&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="c4411487888695077199"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/13463662903442800218" rel="nofollow"&gt;Revista Cidade do Sol&lt;/a&gt; disse...&lt;br /&gt;Oi, Rodrigo. Seu artigo já teve cinco visitas, o Notas do Gerald duas. Parabéns!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2230840892388961564-1427411555986569113?l=aosqueficam.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aosqueficam.blogspot.com/feeds/1427411555986569113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aosqueficam.blogspot.com/2009/06/aos-que-ficam.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2230840892388961564/posts/default/1427411555986569113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2230840892388961564/posts/default/1427411555986569113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aosqueficam.blogspot.com/2009/06/aos-que-ficam.html' title='Aos que ficam'/><author><name>Rodrigo Contrera</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_Gjr9i2vhnLc/SBfJoDF8rsI/AAAAAAAAAGw/UPMlwZlB8Tc/S220/S7300931.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
